25 de janeiro de 2019

Youkai

Youkai: Mitologia
O termo japonês “youkai” pode ser usado para designar todo tipo de monstro e criatura sobrenatural. Alguns são humanos com características de animais, como o Kappa (criança do rio), semelhante a uma tartaruga e o Tengu (cães do paraíso) que possuem asas. Os considerados “maus”, são chamados genericamente de “Youma”, Yurei (almas penadas), há também os relacionados à natureza, geralmente na forma de mulheres, os “Youseis”. Um yōukai que tem a habilidade de se transformar é chamado de obake ou bakemono.
Um youkai geralmente tem algum tipo de poder sobrenatural ou espiritual, e assim encontros com humanos tendem a ser perigosos. Por serem mais poderosos que os homens, também têm valores diferentes, por isso, muitos agem com arrogância em relação aos mortais. Eles geralmente são invulneráveis a ataques humanos, mas podem ser derrotados por exterminadores qualificados, como os “Youkai taijiya” (caçadores de youkais) e monges budistas com poderes espirituais (bênçãos de Buda).
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Nura Rikuo
Alguns youkais simplesmente evitam os seres mortais e portanto, o problema, pois eles geralmente habitam áreas isoladas longe dos homens. Outros, no entanto, optam por viver perto de assentamentos humanos e desenvolvem um verdadeiro apreço pela raça. Algumas histórias até mesmo contam sobre cruzamentos de youkais com seres humanos para produzir “han’yos”, ou “meio-demônios”.
Han’you ou Hanyou são considerados seres sobrenaturais frutos da união de um ser humano com um yōukai, muito presentes na moderna cultura japonesa. O mais comum é o filho de um youkai com um humano, mas outros tipos também são encontrados:
•Hanma: filho de um demônio e um ser humano;
• Hanki: filho de um oni (ogro) e um ser humano.
A aparência física de um meio-youkai normalmente é uma mistura de seus progenitores. Logo, eles possuem traços humanos e do youkai do qual é filho. Também herdam a força sobrenatural de seu parentesco youkai.
O termo é incomum na cultura japonesa antiga, já que acreditava-se que humanos e youkais eram tão diferentes que seria impossível gerarem um filho juntos, com exceção dos que conseguiam se disfarçar na forma humana.
Traduzido em português como “meio-youkai”, o termo foi popularizado nos últimos tempos pelo seu uso em vários mangás e animes japoneses.
Exemplos de meio-youkais nos Animes e mangás:
A maioria destes contos começa como belas histórias de amor, mas que muitas vezes acabam em desolação, resultante dos muitos obstáculos enfrentados por youkais e mortais em tais relações.
• InuYasha, Jinenji e Shiori do anime “InuYasha”.
• Yusuke Urameshi, de “Yu Yu Hakusho”.
• Sha Gojyo, de “Saiyuki”.
• Setsuna Sakurazaki, Kotaro Inugami, de “Negima”.
• Rihan Nura de “Nurarihyon no Mago”.
Yokais: Gêneros
Há uma grande variedade de youkais na mitologia japonesa. Alguns dos youkais mais conhecidos incluem os seguintes:
• Oni (demônios e ogros)
• Kappa (tartarugas)
• Yadoukai – Kohya Hijiri (monges andarilhos)
• Tanuki (cão-guaxinim)
• Tsukumogami (espíritos encantados de artefacto)
• Kitsune (raposas)
• Hebi (cobras)
• Mujina (texugos)
• Bakeneko (gatos)
• Tsuchigumo e jorōgumo (aranhas)
• Inugami (“deus cão”)
• Tengu (alados)
Youkais: Categorias
Em geral, eles podem ser divididos em quatro categorias com base na sua natureza;
Youkai ou Yokai
Em geral, youkai é um termo amplo, e pode ser usado para abranger praticamente todos os monstros e seres sobrenaturais, incluindo até mesmo as criaturas da mitologia ocidental. Este grupo é também referido como “mononoke”. Por outro lado, ele também é usado em um sentido mais estrito para se referir aos naturais, os seres terrestres do folclore japonês tradicional.
Neste sentido, compreendem os seres naturais, bem como os animais. Na verdade, as raposas foram historicamente consideradas como “youkais”, e muitas vezes são apresentados como tal na ficção moderna. Ao contrário dos animais normais, no entanto, eles têm poderes estranhos ou atributos bizarros, e tendem a ser mais inteligentes, muitos deles sendo conhecidos como trapaceiros.
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18 de janeiro de 2019

A Mulher De Branco

A Chorona
Mulher da meia-noite é um fantasma do folclore mundial. Sua história possui diversas variantes em várias partes do mundo, mas é na América do Sul que encontram relatos mais variados.

    Versões

    • A versão que parece ser a mais antiga e bem documentada é uma novela escrita por Wilkie Collins em 1859, chamada The Woman in white publicada como folhetim entre 1859-1860 pela revista All the year round, na Inglaterra, e pelo Harper's Bazar, nos Estados Unidos, e pela primeira vez em livro em 1860, é considerada a primeira novela de mistério e fez muito sucesso.
    • No Brasil, a Mulher da meia-noite também recebe os nomes de Bela da Noite, Mulher de branco (ou de outras cores, tais como vermelho, preto, de acordo com as vestes com as quais se apresenta).
    • Na Venezuela, é chamada de "La Sayona".
    • No México recebeu o nome de "La Llorona"
    • Na região andina, existe a figura da "Paquita Muñoz".

    Variações

    Brasil

    No Brasil, existem várias versões da morte e da maneira de "aterrorizar". Confira algumas:
    1 - Uma mulher grávida de 2 filhos, prestes a dar à luz, logo após o casamento, foi abandonada pelo marido. Quando os filhos nasceram, ela os matou e fugiu de casa. Mais tarde, percebeu o erro que cometera. Uma das maneiras de destruí-la seria faze-la ir até onde estão enterrados os filhos.
    2 - Uma bela jovem que aparece em estradas e pede carona para os homens. Muito bela e sedutora, tenta seduzi-los e fazê-los cometer traição. Se ele realmente trair, ela podera matá-lo; caso contrário, ela apenas irá feri-lo.
    3 - Aparentemente, uma mulher que anda pelo cemitério madrugada adentro, vagando pelas lacunas e sepulturas. Ouve-se o choro pelos filhos que ela mesma estrangulou.
    • Variantes:
    1. Mulher de Branco - bela mulher que, em estradas ou ruas ermas das cidades, abordava os homens.
    2. Loura do Bonfim, que habitaria o Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte.
    3. A Loira de Caeté, cuja lenda diz ter sofrido um acidente de carro na perigosa estrada que liga a BR-381 à cidade de Caeté, em Minas Gerais, e morrido, juntamente com o filho. O fantasma da "loira" vai, então, à beira da estrada em busca de uma carona que a leve à cidade para buscar ajuda. Os que não param seus veículos para socorrê-la, ao olhar pelo retrovisor no decorrer da viagem, vê-la-ão sentada no banco traseiro, de onde desaparecerá em seguida.
    4. A Loira do Banheiro - Seria uma adolescente de longos cabelos louros, belíssima e namoradeira que ainda em vida, se escondeu no banheiro masculino (ou feminino, depende de cada versão da lenda) de sua escola, para não ser pega namorando (ou fumando em algumas versões) pelos seus professores ou pela diretora. Por azar,escorrega no piso molhado do banheiro, bate a cabeça no chão ou no vaso sanitário e morre. Desde então, seu espírito passa a assombrar e seduzir os garotos que ficam sozinhos nos banheiros das escolas ou aterrorizar as meninas que se arrumam muito à frente dos espelhos de banheiros escolares. Em outra versão, ela é violentada e morta pelos garotos da escola e abandonada no banheiro. Assim como na lenda da Maria Sangrenta, há versões da lenda que dizem: para se livrar da Loura(ou Loira) do Banheiro, tem que puxar os tampões de algodão de suas narinas, fazendo com que seu fantasma desapareça definitivamente.
    5. Maria Degolada - Uma mulher que viveu em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Reza a lenda que ela foi degolada pelo marido infiel logo após a lua de mel no morro que hoje é conhecido como Morro da Maria Degolada que hoje se chama Morro da Conceição, localizado na zona leste de Porto Alegre no Alto do Bairro Partenon.

    México

    La Llorona é a mais famosa lenda mexicana. É tão marcante para os naturais deste país que, mesmo descendentes de imigrantes vivendo nos Estados Unidos da América e no Canadá, afirmam ter visto La Llorona nas margens dos rios.
    Existem, como no Brasil, várias versões da mesma lenda, porém a mais difundida é a que remonta ao século XVI, quando os moradores da Cidade do México se refugiavam em suas moradias durante a noite. Isto se dava, especialmente, com os moradores da antiga Tenochtitlan, que trancavam suas portas e janelas, e todas as noites eram acordados pelos prantos de uma mulher que andava sob o luar, chorando (daí o nome, que significa "A Chorona"). Este fato teria se repetido durante muito tempo.
    Aqueles que procuraram averiguar a causa do pranto, durante as noites de lua cheia, disseram que a claridade lhes permitia ver apenas uma espessa neblina rente ao solo e aquilo que parecia-se com uma mulher, vestida de branco com um véu a cobrir o rosto, percorrendo a cidade em todas as direções - sempre se detendo na Plaza Mayor, onde ajoelhava-se voltada para o oriente e, em seguida, levantava-se para continuar sua ronda. Ao chegar às margens do lago Texcoco, desaparecia. Poucos homens se arriscaram a aproximar-se do espectro fantasmagórico - aqueles que o fizeram sofreram com espantosas revelações, ou morreram.
    Em 1933 este mito, na versão que narra a história de la Malinche (indígena que serviu de intérprete e foi amante de Fernando Cortez), foi levado às telas, num filme mexicano intitulado La Llorona, estrelado por Virginia Zurí.
    Em outras variantes desta lenda, diz-se que:
    1. A versão original da lenda é de origem mexicali, e narra que esta misteriosa mulher era a deusa Cihuacóatl, que vestia-se com roupas da nobreza pré-colombiana e quando da conquista do México, gritava: "Oh, meus filhos! Onde os levarei, para que não acabe por perdê-los?", e realizava augúrios terríveis.
    2. Uma versão diz que A Chorona era a alma de la Malinche, penando por trair os mexicanos durante a Conquista do México.
    3. Outra relata a tragédia de uma mulher rica e gananciosa que, enviuvando-se, perdeu a riqueza e, não suportando a miséria, afogou seus filhos e matou-se, mas retornou para penar por seus crimes.
    4. Seria, por outra, uma jovem apaixonada que morrera um dia antes de casar-se, e trazia para seu noivo um buquê de rosas, que nunca chegou entregar.
    5. Uma variante relata que seria uma esposa morta na ausência do marido, a quem voltaria para dar um beijo de despedida.
    6. Diz, ainda outra versão, que esta mulher fora assassinada pelo marido e aparecia para lamentar sua morte e protestar sua inocência.
    7. Outra variante diz, que ela fora uma princesa inca que tinha se apaixonado por um soldado espanhol. Eles viveram um grande romance e tiveram um filho. Para ele, era um filho bastardo, e casou-se com outra. A princesa então afogara a criança, e o arrependimento pelo seu crime a fizera morrer.
    8. Já outra versão, baseada da versão venezuelana, diz que esse seria um espírito de uma mulher que depois de descobrir as traições do marido teria tido um surto de loucura e teria afogado seus filhos. Depois de tomar consciência do que fez, ela teria se matado. E agora, ela vaga pelas estradas punindo com a morte os homens infiéis.
    9. Diz a lenda que há muitos anos atrás ela veio para Xochimilco com seus dois filhos. Ollin e Tonatiuh. Era mãe solteira, trabalhava duro vendendo as flores que ela cultivava em sua chinampa. Graças a sua generosidade e camaradagem ela ganhou a simpatia de todo o povoado e sua chinampa logo começou a dar frutos. Até que em uma má noite tudo mudou. Por um descuido, a casa de Yoltzin pegou fogo quando ela voltava de um dia de trabalho. Desesperada, Yoltzin tentou apagar o fogo mas ela não reparou que a balsa onde estavam seus filhos ficou a deriva. Quando notou a sua ausência já era tarde demais. Eles sumiram sem deixar rastros. Yoltzin e todo o povoado os procuraram durante vários dias. No fim alguém achou as crianças do lado do canal. Yoltzin enlouqueceu de dor. Ela não conseguiu aceitar a morte de seus filhos. Com o coração destroçado e cheio de dor, Yoltzin não conseguiu resistir  e foi se apagando lentamente entre choros e lamentos. Durante muitos anos o povoado estava triste e sofrendo. Mas quando a história de Yoltzin estava ficando esquecida começaram a se ouvir lamentos no meio da noite. Dizem que la Llorona é a bela Yoltzin que vagueia pela vila a procura de sues filhos. Elabusca vingança pegando crianças que não são suas. Nunca encontrará a paz que tanto anseia a menos que encontre seus filhos a muito perdidos.

    16 de janeiro de 2019

    Behemoth

    Beemote ou behemoth (em hebraico transcrito como בהמות, Bəhēmôth, Behemot, B'hemot; em Árabe بهيموث, Bahīmūth, ou بهموت, Bahamūt)[1]é uma criatura descrita na Bíblia, no livro de Jó, 40:15–24. Sua descrição é tradicionalmente associada à de um monstro gigante, podendo ser retratado como um Hipopótamo, apesar de alguns criacionistas o identificarem como um saurópode ou um touro gigante de três chifres. Esta criatura tem um corpo couraçado e é típica dos desertos (embora Behemoth também fosse como os hebreus chamavam os hipopótamos). Alguns criacionistas da Terra Jovem acreditam que é uma descrição de um dinossauro.
    Contemplas agora o beemote, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi. Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre. Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos das suas coxas estão entretecidos. Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada é como barras de ferro. Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada.
    Em verdade os montes lhe produzem pastos, onde todos os animais do campo folgam. Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo das canas e da lama. As árvores sombrias o cobrem, com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam.
    Eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando ainda que o Jordão se levante até à sua boca. Podê-lo-iam porventura caçar à vista de seus olhos, ou com laços lhe furar o nariz?

    O nome é o plural do hebraico בהמה, bəhēmāh, "animal", com sentido enfático ("animal grande", "animal por excelência"). Na tradição judaica ortodoxa, o Beemote é o monstro da terra por excelência, em oposição ao Leviatã, o monstro do mar, e Ziz, o monstro do ar.
    Segundo a tradição judaica ortodoxa, a missão do Beemote é esperar pelo dia em que Deus lhe pedirá para matar o Leviatã, uma criatura marinha tida por alguns como parecida com uma baleia. As duas criaturas morrerão no combate, mas o Beemote será glorificado por cumprir a sua missão. Então, a carne dos dois monstros será servida em banquete aos humanos que sobreviverem.

    Índice

    • 1Na literatura
      • 1.1Na Bíblia De Jerusalém
    • 2Ver também
    • 3Referências

    Na literatura

    Por volta de 1668, já quase com oitenta anos de idade, Thomas Hobbes terminava o manuscrito de Behemoth. Embora algumas edições piratas de Behemoth tenham sido publicadas nos finais de 1670, uma versão autorizada só apareceu em 1682, três anos após a morte do autor. No livro Behemoth or the Long Parliament, diferentemente dos anteriores trabalhos Leviatã e Do Cidadão, Hobbes desenvolve uma narrativa histórica sobre guerra civil na Inglaterra compreendida entre o período de 1640 e 1660. Se um dos significados simbólicos assumidos pelo Leviatã de Hobbes é o de um Estado garantidor da paz, o Behemoth simboliza a rebelião e a guerra civil (Hobess, 1990: ix).
    É personagem do livro O Mestre e Margarida, de Mikhail Bulgakov, sobre a visita do diabo à Rússia stalinista. É referido ainda nas obras de John Milton (Paradise Lost - Book VII 470-472) e de James Thomson (The Seasons ). É referido ainda no livro de Enoque cap. 58 verso 8

    Na Bíblia De Jerusalém

    Na página 854, da edição brasileira de 2002 da Bíblia de Jerusalém, da Paulus, encontra-se o vocábulo Beemot. Nada relacionado a esse vocábulo,porém, aparece no Dicionário Eletrônico Houaiss Da Língua Portuguesa, no Dicionário Michaelis Online Da Língua Portuguesa, nem no Dicionário Da Língua Portuguesa Online da Porto Editora.

    Anti-Cristo

    Anticristo (do grego αντιχριστός i.e. "opositor a Cristo") é uma denominação comum no Novo Testamento para designar aqueles que se oponham a Jesus Cristo, e também designa um personagem escatológico, que segundo a tradição cristã dominará o mundo. No Judaísmo e no Islamismo esse conceito não é considerado.
    Escatologia cristã
    Diferenças escatológicas
    Apocalypse vasnetsov.jpg
    Portal do cristianismo

    Perfil do Anticristo

    Será uma pessoa de habilidades e capacidades incríveis, o maior líder de toda terra. Esse personagem é mencionado principalmente nos livros de Daniel2 Tessalonicenses e Apocalipse. A Bíblia dá vários outros adjetivos ao Anticristo:
    • O pastor inútil (Zacarias 11:17),
    • O pequeno chifre (Daniel 7:8),
    • O príncipe que há de vir (Daniel 9:26),
    • O homem vil (Daniel 11:21),
    • O rei que fará segundo a sua vontade (Daniel 11:36),
    • homem da iniquidade (II Tessalonicenses 2:3),
    • O filho da perdição (II Tessalonicenses 2:3),
    • O iníquo (II Tessalonicenses 2:8),
    • O Anticristo (I João 2:18),
    • abominável da desolação (Mateus 24:15),
    • O assolador (Daniel 9:27).
    O Anticristo será um líder, alguém de cargo político muito importante: ele chegará à liderança mundial formando uma nova era de paz e segurança global.
    Ele vencerá pela diplomacia, pacificamente, convencendo todos os líderes mundiais, com sutileza, engenhosidade e sabedoria.
    Ele será uma pessoa “complexa”, diferente de todos os demais, alguém que abraçará em seu caráter, as habilidades e poderes de NabucodonosorNapoleãoAlexandre o Grande, e de César Augusto.
    Possuirá o admirável dom de atrair as pessoas e a irresistível fascinação de sua personalidade, suas versáteis conquistas, sua sabedoria sobre-humana, sua grande habilidade administrativa e executiva, aliadas ao seu poder de consumado lisonjeador, (...) brilhante diplomata, e soberbo estrategista, vão torná-lo a pessoa mais notável e importante de todos os tempos.
    Terá uma personalidade gentil, inofensiva, compassiva e se dedicará à paz e prosperidade do mundo. Esse líder estará pronto para solucionar grandes problemas mundiais: GuerrascrisesPobrezadesigualdades.
    2 Tessalonicenses 2:7 diz: – (...Com efeito, o "mistério da iniquidade" já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo....)
    Esse mistério já está operando e preparando o caminho para a entrada do Anticristo. A presença do Anticristo já existe segundo a Bíblia, ou talvez a própria pessoa de que se refere o texto sagrado também já possa existir, camuflado em algum lugar, aguardando apenas o momento de manifestar-se. Alguns aspectos do seu futuro governo, segundo a Bíblia:
    • Não será admirado no início (Daniel 11:21)
    • Virá na era que existir vários anticristos (IJoão 2:18)
    • É Gogue rei de Magogue, Meseque e Tubal (Ezequiel 38:2)
    • Irá de Nínive (província) (Mossul) para planejar contra Deus.(Naum 1:11)
    • Mente e nega que Jesus é o messias (II João 1:7)
    • Adorará um deus estranho da guerra (Daniel 11:39)
    • Honrará um deus militar com fortunas (Daniel 11:38)
    • Controlará a economia mundial (Apocalipse 13:16-17)
    • Governará com consentimento internacional (Apocalipse 17:12-13)
    • Governará o mundo inteiro (Apocalipse 13:7)
    • Fará um acordo de paz com Israel por 7 anos (Daniel 9:27)
    • Quebrará o acordo após 3 anos e meio e iniciará a grande tribulação (Daniel 9:27)
    • Será destruído pelo Messias que retorna (2 Tessalonicenses 2:8)
    Além disso, a Bíblia o descreve como dono de uma grande Sabedoria:
    • Gênio intelectual (Daniel 7:20)
    • Gênio da política (Daniel 11:21)
    • Gênio militar (Daniel 8:24)
    • Gênio de oratória (Daniel 7:20)
    • Gênio do comércio (Daniel 8:25)
    • Gênio em administração (Apocalipse 13:1-2)
    • Gênio religioso (II Tessalonicenses 2:4)

    Escatologia Islâmica inversa ao Cristianismo

    Islão considera um ser chamado Dajjal, o Anticristo corânico, que será uma figura maligna que supostamente retornará antes do Dia do Juízo. De acordo com uma descrição: Dizem que ele terá um olho danificado e o outro será normal. Para alguns, o fato do Anticristo ter um olho danificado e o outro normal relaciona-se com a representação do Olho da Providência, ou simplesmente, O Olho que tudo vê, um símbolo secreto da Maçonaria que manipula o mundo e o Messias Islâmico viria para destruir o Dajjal e seus infiéis.
    Em contrapartida, o Corão, Livro sagrado do Islã também possui uma figura do Messias e de "um profeta julgador" que nada tem a ver com o Jesus da Bíblia, são chamados de Mádi (O escolhido, Messias) que voltaria junto com Isa (Jesus) para matar todos os infiéis pela verdadeira fé Islâmica. Curiosamente, esse Messias do Islâmismo chamado (Mádi) possui várias características iguais as do Anticristo na religião Cristã, levando vários autores a pensarem que de fato, o Anticristo narrado na bíblia seja um líder Islâmico que irá surgir.

    Considerações Gerais

    O termo ocorre apenas quatro vezes na Bíblia, todas elas nas epístolas do apóstolo João. As passagens são I João 2:18 , I João 2:22I João 4:3 e II João 1:7, onde o termo Anticristo é definido como um "espírito de oposição" aos ensinamentos de Cristo e sua existência. O cristianismo prega, no entanto, que este "espírito" seja uma personificação de um "messias demoníaco" que virá nos últimos dias tentando se fazer divino. Por essa razão, os cristãos creem que este Anticristo é descrito em outros textos, tais como o livro de Daniel, as cartas de Paulo (como "o homem da iniquidade") e o Apocalipse como a Besta que domina o mundo. Para certos grupos cristãos, incluindo a Igreja Católica, tal Bestachegou a ser personificada através do imperador romano Nero e seu valor atual seria apenas simbólico. Para a maioria dos protestantes no entanto, o cumprimento da profecia é iminente e ainda acontecerá no mundo moderno vindo de algum líder que negue a existência de Jesus.
    Segundo muitos teólogos, o Anticristo mencionado pelos cristãos do primeiro século era alguém que já atuava naqueles dias. Não era personagem de um futuro tão distante, nem futuro próximo, como o texto de 1 João 4:3: "...Anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que havia de vir; e agora já está no mundo". (amilenismo). Ao longo da história, diversas correntes cristãs acusaram-se entre si ou atribuíram aos seus inimigos a designação de "anticristos", sendo exemplos de utilização de tais argumentos o Cisma Papal, as cruzadas referindo-se ao Islão, na Reforma Protestante (Protestantes referindo-se ao Papa e alguns até hoje) e na Contrarreforma (Católicos referindo-se a Lutero), entre outros diversos acontecimentos. Também há os que consideram que o termo Anticristo poderá estar ligado aos modernos movimentos satânicos e (ou) ao ateísmo.
    Atualmente, o termo é bastante popular sobretudo no meio cristão protestante, onde existe uma interpretação por parte de muitos grupos de que o Anticristo será uma pessoa que se oporá aos mandamentos da Bíblia e organizará uma sociedade baseada em valores outrora atribuídos ao paganismo, onde todos os cidadãos poderão ser controlados através de uma marca na mão ou na testa à semelhança da marca que os romanos impunham sobre seus escravos ou à que era colocada nos prisioneiros dos campos de concentraçãodurante a Alemanha Nazista, e que valeria o número 666. Este Anticristo, por fim, seria derrotado por Cristo em sua segunda vinda, quando se estabelecer seu reinado milenar (milenarismo).

    Patrística Católica

    Muitos padres da Igreja trataram do Anticristo em suas obras, seguem alguns:
    • São Policarpo (Epístola de Policarpo aos Filipenses) alertou aos filipenses que todos os que pregassem uma falsa doutrina seria um Anticristo.
    • Santo Ireneu especulou que seria “muito provável” que o Anticristo poderia ser chamado Lateinos, que é o equivalente em grego para "homem latino".
    • São João Crisóstomo alertou contra especulações e antigas histórias sobre o Anticristo, dizendo: Não nos deixe saber sobre estas coisas. Ele pregou que, conhecendo as descrições de Paulo do Anticristo em 2 Tessalonicenses, os cristãos evitariam o engano.
    • Santo Agostinho escreveu: É incerto em qual templo o Anticristo deve se estabelecer, e ainda se será na ruína do templo que foi construída por Salomão, ou na igreja..

    Alcunhados de Anticristo

    • Assim como Nero foi estigmatizado como Anticristo pelos cristãos que perseguia, também Napoleão Bonaparte foi tachado como tal pelos seus inimigos ingleses, o que contribuiu como peça de propaganda pró-britânica;
    • Ninrode, um antigo rei sumeriano descrito na bíblia como primeiro Anticristo que se opunha a Deus tentando construir a torre de Babel e as primeiras capitais da Babilônia. É considerado por muitos como o símbolo profético do Anticristo futuro, "homem-caçador", "rei-guerreiro", "homem de agressão".
    • Tito (imperador), que no ano 70 d.C incendiou e destruiu Jerusalém cumprindo a profecia de (Daniel 9:26)(Lucas 21:6)
    • Maomé, devido às perseguições muçulmanas contra judeus e cristãos e, por ter a figura de um Messias igual ao Anticristo no cristianismo.
    • Napoleão Bonaparte devido à sua crueldade, espírito guerreiro e belicoso.
    • Friedrich Nietzsche - O filósofo chegou a escrever uma obra contra o cristianismoO Anticristo.
    • Josef Stalin
    • Adolf Hitler também foi acusado de ser o Anticristo, tanto pelos judeus que perseguia quanto pelos seus inimigos, os Aliados. A braçadeira, a saudação da mão direita e a marca recebida pelos presos nos campos de concentração foram identificadas como sinais da besta;
    • Osama bin Laden

    Conceito segundo Iniciados

    Os religiosos costumam identificar o Anticristo, do fim dos tempos com a Besta do Apocalipse, por este livro ter relatos proféticos sobre o fim do mundo; mas isso é um conceito incorreto, segundo estudantes de ocultismo e Iniciados, a Besta e o Falso Profeta nada tem de relação com o Anticristo. Mesmo no livro das revelações em nenhum momento é citado a palavra "anticristo". Religiosos fanáticos vão conceber a ideia que o Anticristo e a Besta são um; altos Iniciados e ocultistas sabem que são personagens diferentes com destinos diferentes. Segundo os Altos iniciados o Anticristo é o Ancião dos Dias das visões de Daniel. O Anticristo não é a Besta, é aquele que julga a Besta nas visões do profeta Daniel. Além de ser confundido com Cristo no Apocalipse. Esses conceitos necessitam de muitos insights iluminados e são demasiadamente extensos para serem explicado por completo.

    O Reinado

    A bíblia relata de vários modos e em vários livros diferentes que a perseguição do Anticristo durará três anos e meio na terra. Entretanto, algumas doutrinas protestantes acreditam que os 7 anos da dominação mundial pelo Anticristo acontecerá somente após o arrebatamento do povo de Deus (Mateus 24:40-41) (teologia do Pré-milenismo) vindo 7 anos de perseguição após os fiéis serem resgatados da terra.
    Outras teorias cristãs afirmam que no meio desse período de sete (7) anos, haverá o arrebatamento sendo três anos e meio antes (primeira metade dos 7 anos), chamado de período pré-tribulacional e depois outros três anos e meio (segunda metade dos 7 anos) quando acontecerá antes da Grande Tribulação quando o Anticristo quebraria um acordo e iniciaria a perseguição (Teologia do Amilenismo). Contudo ainda existe a teologia do Pós-milenismo que entende que o arrebatamento só viria após os 7 anos de perseguição e que todos os servos de Deus iriam sofrer antes de serem arrebatados da terra.
    Todas as teologias cristã são unânimes em considerar que o Anticristo será derrotado no retorno de Jesus Cristo à Terra, e lançado no lago de fogo e enxofre, a que se chama "segunda morte". A isso se seguirão mil anos de reinado de Cristo, e, por fim, o Julgamento Final e a chegada da Nova Jerusalém.

    Ascensão ao poder

    O Anticristo será uma pessoa que surgirá em meio às crises mundiais existentes, de forma que sua aparição surpreenderá o mundo. Seu governo se tornará, em um curto espaço de tempo, num forte governo mundial unificando com sucesso todos os blocos de relações econômicas e políticas existentes no momento. Com a finalidade de trazer a paz, será reconhecido e aceito, e combaterá as crises mundiais implantando um largo sistema de integração financeira: o sistema 666 de compra e venda (Apocalipse 13:16–18). Neste momento, ele se revelará de surpresa tirano com o auxílio de um "deus estranho" (Daniel 11:39, Isaías 14:12), exaltará a si próprio como sendo o "Cordeiro de Deus" que tira o pecado do mundo e exigirá ser adorado como Deus, declarando-se então ser o Messias de Israel (Daniel 11:36). Será então que, perseguirá todo aquele que, na Terra, não se curvar a ele para adora-lo como Deus, manifestando-se ser o que a Bíblia chama de "O Filho da Perdição" (2ª Tessalonicenses 2:3), o então Anticristo. Descumprirá o seu tratado mundial de paz e estabelecera então a guerra. Se voltará contra Israel e Jerusalém no lugar do antigo templo, para lá pôr o trono do seu governo mundial (Daniel 11:31).

    A Reforma Protestante e Reforma Católica

    Na Reforma ProtestanteMartinho LuteroJoão CalvinoThomas CranmerJohn KnoxCotton Mather, e John Wesley, chamaram o Papa de Anticristo. Na Reforma Católica, por sua vez, Martinho Lutero e outros reformadores foram chamados de Anticristo por terem ocasionado a suposta "perda da unidade cristã", e "amputado e desmembrado o Corpo de Cristo". Atualmente, muitas correntes cristãs retiraram estas afirmações para reatarem relações (ver ecumenismo). Porém, outras ainda as mantém em suas confissões de fé.
    Algumas frases dos reformadores: Lutero (por volta de 1522): "Oh! Quando não me custou, apesar de que me sustente a Santa Escritura, convencer-me de que é minha obrigação encarar sozinho com o Papa e apresentá-lo como o Anticristo!... "O Papa, quer apagar a luz do Evangelho destinada a iluminar ao mundo. É, então, o Anticristo predito por Daniel, pelo Senhor Jesus Cristo, Pedro, Paulo e o Apocalipse.".
    Thomas Cranmer (1489-1556), por ocasião do seu martírio: "E quanto ao papa, Eu o abomino como inimigo de Cristo, e Anticristo, com todas as suas falsas doutrinas".
    Confissão de fé Irlandesa (1615; Igreja Episcopal): "O Bispo de Roma é, longe de ser a cabeça da Igreja Universal de Cristo, o que sua doutrina e obras, de fato revelam, que ele é aquele “homem do pecado” predito nas santas Escrituras, a quem o Senhor há de consumir com o espírito de Sua boca, e abolir com o resplendor de sua vinda."
    Confissão de Fé de Westminster (1647; Igreja Presbiteriana): "Não há outro cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo: (Colossenses 1:18Efésios 1:22). Em sentido algum pode ser o papa de Roma o cabeça dela, senão que ele é aquele Anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exalta na Igreja contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus." (Mateus 23:8-10II Tessalonicenses 2:3-9Apocalipse 13:8).
    Confissão de Fé Londrina (1689; Igreja Batista): "O Senhor Jesus Cristo é o cabeça da Igreja, aquele que, por designação do Pai, todo poder para o chamamento, instituição, ordem ou governo da igreja foi investido de maneira suprema e soberana; Nem pode o papa de forma alguma ser o cabeça dela, mas ele é o Anticristo, aquele homem do pecado, e filho da perdição, que se exalta a si mesmo, na igreja, contra Cristo e a tudo que se chama Deus; a quem o Senhor destruirá com o resplendor da sua vinda."
    Apesar de vários acontecimentos apontarem para algumas religiões anticristãs como Islamismo e Ateísmo e práticas modernas do Paganismo serem a religião do Anticristo, muitos cristãos protestantes como os Adventistas (IASD) continuam acreditando até os dias de hoje que o Anticristo seja o Papado e o catolicismo um cristianismo defeituoso como pregava Martinho Lutero.

    Kraken

    Miguel Dias  A palavra " Kraken " origina-se da etimologia: Crack ( quebra ) + Aquiém ( aquém ). O Kraken, na antiguidade c...