4 de janeiro de 2019

Lobisomem


Lobisomem ou licantropo (do grego λυκάνθρωπος: λύκος, lykos, "lobo" e άνθρωπος, anthrōpos, "homem"), é um ser lendário, com origem na mitologia grega, segundo as quais, um homem pode se transformar em lobo ou em algo semelhante a um lobo em noites de lua cheia, só voltando à forma humana ao amanhecer.
Tais lendas são muito antigas e encontram a sua raiz na mitologia grega. Segundo As Metamorfoses de OvídioLicaão, o rei da Arcádia, serviu a carne de Árcade a Zeus e este, como castigo, transformou-o em lobo (Met. I. 237).Uma das personagens mais famosas foi o pugilista arcádio Damarco Parrásio, herói olímpico que assumiu a forma de lobo nove anos após um sacrifício a Zeus Liceu, lenda atestada pelo geógrafo Pausânias.
Segundo lendas mais modernas, para matar um lobisomem é preciso acertá-lo com artefatos feitos de prata.

Variantes culturais

O Licantropo dos gregos é o mesmo que o Versipélio dos romanos, o Volkodlák dos eslavos, o Werewolf ou Dracopyre dos saxões, o Werwolf dos alemães, o Óboroten dos russos, o Hamtammr dos nórdicos, o Loup-garou dos franceses, o arbac-apuhc da Península Ibérica, o Lobisomem dos brasileiros e da América Central e do Sul, com suas modificações fáceis de Lubiszon, Lobisomem, Lubishome; nas lendas destes povos, trata-se sempre da crença na metamorfose humana em lobo, por um castigo divino.

Lenda brasileira


Luison, o Lobisomem segundo a Mitologia guarani.
No Brasil existem muitas versões dessa lenda, variando de acordo com a região. Uma versão diz que a sétima criança em uma sequência de filhos do mesmo sexo tornar-se-á um lobisomem. Outra versão diz o mesmo de um menino nascido após uma sucessão de sete mulheres. Outra, ainda, diz que o oitavo filho se tornará a fera. Outra já diz que é apos a morte de um familiar que possuía a aberração e passou de pai pra filho, avô pra neto e assim por diante.
As pessoas conhecem o licantropo na forma humana através de comportamentos estranhos, como mudança de comportamento, misteriosa e quase sempre com olhos cansados(olheira), o licantropo na forma humana é uma pessoa muito atenta as outras, sempre desconfiando de tudo como por exemplo, tem muito medo de ser descoberta a humanidade que é uma aberração, porém é muito protetora em forma humana.
Em algumas regiões, o Lobisomem se transforma à meia noite de sexta-feira, em uma encruzilhada. Como o nome diz, é metade lobo, metade homem. Depois de transformado, sai à noite procurando sangue, matando ferozmente tudo que se move. Antes do amanhecer, ele procura a mesma encruzilhada para voltar a ser homem.
Em algumas localidades diz-se que eles têm preferência por bebês não batizados. O que faz com que as famílias batizem suas crianças o mais rápido possível. Já em outras diz-se que ele se transforma se espojando onde um jumento se espojou e dizendo algumas palavras do livro de São Cipriano e assim podendo sair transformado comendo porcarias até que quase se amanheça retornando ao local em que se transformou para voltar a ser homem novamente. No interior do estado de Rondônia, o lobisomem após se transformar, tem de atravessar correndo sete cemitérios até o amanhecer para voltar a ser humano. Caso contrário ficará em forma de besta até a morte. O escritor brasileiro João Simões Lopes Neto escreveu assim sobre o lobisomem: "Diziam que eram homens que havendo tido relações impuras com as suas comadres, emagreciam; todas as sextas-feiras, alta noite, saíam de suas casas transformados em cachorro ou em porco, e mordiam as pessoas que a tais desoras encontravam; estas, por sua vez, ficavam sujeitas a transformarem-se em Lobisomens…" 
Há também quem diga que um oitavo filho que tem sete irmãs mais velhas se torna lobisomem ao completar treze anos. Também dizem que o sétimo filho de um sétimo filho se tornará um lobisomem.
Outra versão porém relata que aquele que é amaldiçoado precisa se espojar nu em um local onde um animal(geralmente jumento) se espojou, enquanto recita palavras do livro de São Cipriano ou reza o credo ao avesso três vezes.
A lenda do lobisomem é muito conhecida no folclore brasileiro, e assim como em todo o mundo, os lobisomens são temidos por quem acredita em sua lenda. Algumas pessoas dizem que além da prata o fogo também pode matar um lobisomem. Outras acreditam que eles se transformam totalmente em lobos e não metade lobo metade homem.
Algumas lendas também dizem que se um ser humano for mordido por um lobisomem, e não o encontrar a cura até a 12ª badalada desse mesmo dia, ficará lobisomem para toda a eternidade.

Ilustração de um lobisomem na floresta à noite de 1941.

Lenda portuguesa

Há referências muito antigas ao lobisomem em Portugal. Aparece no Rifão de Álvaro de Brito (Cancioneiro Geral):
Sois danado lobishomem,
Primo d’Isac nafú;
Sois por quem disse Jesus
Preza-me ter feito homem
.
(Garcia de Resende, Excertos, por António Feliciano de Castilho, Livraria Garnier, Rio de Janeiro, 1865, p. 24).
É também mencionado no Vocabulario Portuguez e Latino de Rafael Bluteau (tomo V, p. 195) e nos sonetos de Bocage:
Profanador do Aónio santuário,
Lobisomem do Pindo, orneia ou brama,
Até findar no Inferno o teu fadário!
(Bocage, Obras Escolhidas, primeiro volume, p.122).

No século XIX, Alexandre Herculano escreveu assim sobre o lobisomem da região da Beira-Baixa: "Os lubis-homens são aqueles que têm o fado ou sina de se despirem de noite no meio de qualquer caminho, principalmente encruzilhada, darem cinco voltas, espojando-se no chão em lugar onde se espojasse algum animal, e em virtude disso transformarem-se na figura do animal pré-espojado. Esta pobre gente não faz mal a ninguém, e só anda cumprindo a sua sina, no que têm uma cenreira mui galante, porque não passam por caminho ou rua, onde haja luzes, senão dando grandes assopros e assobios para se lhas apaguem, de modo que seria a coisa mais fácil deste mundo apanhar em flagrante um lubis-homem, acendendo luzes por todos os lados por onde ele pudesse sair do sítio em que fosse pressentido. É verdade que nenhum dos que contam semelhantes histórias fez a experiência". (A. Herculano, Opúsculos, Tomo IX, Bertrand, Lisboa, 1909, p. 176-177).
Nos seus estudos sobre mitologia popular, o escritor e etnógrafo português Alexandre Parafita reconhece que, embora a designação sugira tratar-se de um ser híbrido de homem e lobo, muitas das crenças sobre esta criatura identificam-na na figura tanto de lobo, como cavalo, burro ou bode, consistindo o seu fadário em ir despir-se à meia-noite numa encruzilhada, espojando-se no chão, onde um animal já antes fizera o mesmo, após o que se transforma nesse animal para ir “correr fado”.
A representação na figura híbrida de homem e lobo não é alheia ao desassossego que este animal provoca, desde tempos imemoriais, no inconsciente colectivo. Escreve este autor: “As comunidades rurais transmontanas ainda hoje o encaram como um animal cruel, implacável com os seres mais indefesos, inimigo de pastores, dos caminhantes da noite e pesadelo permanente das crianças que habitam nas aldeias mais isoladas. Não se estranha, por isso, que no fabulário popular o lobo apareça como símbolo do mal e que o conceito de lobisomem, enquanto produto da fantasia popular, possa ser considerado como uma tentativa de apresentar uma criatura onde se conjuga a ferocidade maléfica do lobo com as emoções, ora angustiosas, ora igualmente maléficas, do homem”.

Características

Lobisomens são carnívoros humanoides, a melhor combinação de lobos e humanos . Eles se alimentam de presas encontrados nas proximidades, o que, devido ao aumento das áreas urbanas, são na sua maioria os seres humanos. Quando eles devorar a carne da vítima que deixam um traço reconhecível sobre a presa: eles sempre comer o coração, e, apesar de algumas vezes elas comem mais do corpo, mas nunca saem do coração. A transformação só ocorre após um lobisomem morde uma vítima, os lobisomens maneira continuar a propagação da licantropia.
Em sua forma de lobisomem, seus corpos mudam rapidamente, transformando-se em uma definição adequada de predadores. Suas unhas são afiadas, eles tem longas garras, suas presas aumentam de tamanho e os olhos se assemelham aos de um lobo do que de um ser humano. Contudo, Dean afirma que o crescimento de pelos é apenas um mito.

Tipos de Lobisomens


Existem dois tipos de lobisomens  - lobisomens regulares, e lobisomens sangue puro.

Lobisomens Regulares


Lobisomens regulares só pode se transformar em um lobisomem durante as noites coincidindo com o auge do ciclo lunar durante o sono.
As pessoas afetadas pela doença têm uma perda de memória de curto prazo, muitas vezes deixando-os em confusão de feridas que podem ter sido causados ​​durante a noite. 
Apesar de não ter controle sobre e durante a sua transformação, certos fragmentos de sua personalidade e medos podem ser absorvido pela mente do lobisomem, especialmente os mais fortes. Além da fome, medo ou agressão reprimida pode levá-los para matar em sua forma animal. Como tal, o ataque de um lobisomem pode ser controlada por estas emoções, dependendo de qual é dominante. 

Lobisomens Puro Sangue


Em lobisomens puro-sangue, os que estão mais perto do Alfa até a quarta geração, os lobos têm mais controle sobre si e são menos ferozes. Seu lado humano mantém um monte de controle e eles se lembram o que aconteceu depois e pode se transformar a qualquer hora que eles querem. Puro-sangue também pode acessar alguns dos seus poderes de lobisomem, mesmo em forma humana, como maior resistência e velocidade.
Puro-sangue também pode se alimentar de corações apenas animais, mas se obter um sabor de corações humanos, é mais difícil de se controlar e eles serão atraídos para comer corações humanos, e com cada coração comido a escalada tentação. Ainda é difícil para eles para comer corações de animais, mesmo que eles podem resistir, uma afirmou que ele teve que forçar-se a engoli-los. Não se sabe se sangue puro pertencentes às quatro gerações significa que eles são filhos ou são simplesmente seres humanos se virou de primeira, puro-sangue de segunda ou terceira geração, ou se ambos os casos será uma realidade.

Poderes e Habilidades

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  • Metamorfose - Lobisomens transformar em uma criatura de lobo apenas sob a lua cheia.  Lobisomens puro-sangue pode mudar a forma à vontade e transformar a qualquer hora que eles querem no entanto, eles pouco perder o controle sempre que eles se alimentam de corações humanos.

  • Mordida infecciosa - Através de uma mordida, um lobisomem pode virar outra pessoa em um lobisomem enquanto em forma animal.

  • Garras e presas - Lobisomens têm garras poderosas e são capazes de cortar paredes sólidas. Seus dentes podem rasgar e comer carne humana e pode arrancar um coração humano para a direita fora de sua cavidade torácica.

  • Força Sobrenatural - A força de um lobisomem é muito maior do que o de um humano. Eles podem facilmente dominar os humanos e pode rasgar a carne e os ossos com força incrível, a sua força é notável até mesmo para monstros, capaz de esmagar uma pedra com as mãos nuas lá. 

  • Agilidade melhorada - A agilidade é maior do que os humanos, muitas vezes, o que lhes permite realizar saltos incríveis e sprints facilmente.

  • Super Velocidade - Um lobisomem pode se mover muito rápido, eles são capazes de se deslocar de um lugar para outro em segundos.

  • Super Resistência - Lobisomens não se cansam facilmente.

  • Sentidos Super  - Todos os lobisomens são capazes de ver melhor que os humanos no escuro, semelhante aos lobos reais, o seu sentido de cheiro é igualmente reforçada.
 
  • Invulnerabilidade- Lobisomens não pode ser morto por meios convencionais e armas. Prata no entanto, pode matá-los.

  • Regeneração- Lobisomens podem regenerar todos os danos não-letal, puro-sangue são mesmo capazes de curar completamente suas mordidas original.

Vulnerabilidades

  • Prata - Um lobisomem é única fraqueza conhecida é a sua vulnerabilidade à prata, como eles podem ser mortos com uma faca de prata ou de bala. O contato com a prata vai machucá-los. Esta vulnerabilidade se estende também para outras formas de prata, como nitrato ou sulfato de prata, que é utilizado pelos Homens das Letras Britânicos.

  • Vamptonite- Edgar afirma o aditivo vai matar lobos, assim como Vampiros  . 

  • Grave Desmembramento - danos significativa pode matá-los.

Fraquezas


Mesmo com poderes em comum e alguns diferenciados, as fraquezas de um lobisomem, a exemplo dos vampiros, são iguais para todos eles. Essas fraquezas são fatais, na maioria dos casos, se bem exploradas pelos inimigos.
Alergia à prata. Na forma humana e lupina, a prata age como um inibidor de poderes em um lobisomem. O contato com ele, ou mesmo sua presença em grande quantidade, impede que eles se transformem ou usem seus poderes, e fazem com que eles percam suas forças gradativamente. Por isso, muitos lobisomens são presos com algemas e correntes de prata. Na forma de batalha, o toque da prata tem o mesmo efeito dos vampiros, causando queimaduras e dores.

Código de Honra. Por serem seres protetores da natureza e guerreiros honrados, todos os lobisomens são presos pela palavra dada. Quando fazem um juramento, pacto ou assinam um contrato, eles são impedidos de quebrarem. Esse efeito é místico, e por mais que tentem, nunca conseguirão manchar sua honra. Um lobisomem também sempre irá proteger um ser inocente e mais fraco e nunca irá permitir que a natureza seja depredada. Dizem que os Vrykolakas conseguiram anular essa fraqueza, o que os torna mais abomináveis aos olhos dos outros lobos.
Fúria incontrolável. Apesar de treinarem para controlarem a transformação, em algumas situações, nem o lobisomem mais zen consegue ficar calmo. Se muito ferido ou provocado, o lobisomem entra em um frenesi incontrolável, destruindo à tudo e à todos ao seu redor, até que o objeto ou inimigo esteja totalmente aniquilado.


Vulnerabilidade à magia oposta. Quando combatem entre si, ou contra feiticeiros ou magos, o lobisomem é vulnerável à ataques, rituais ou feitiços realizados com elementos opostos ao seu natural. Sendo assim, água é vulnerável ao fogo, ar é vulnerável à terra e vice-versa.



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